Terça-feira, Novembro 24, 2009

HOSTEL

Não encontrei o artigo que comentei com alguns de vocês. Não está mais no site. Bom, resolvi então escrever eu mesma o meu!

HOSTEL (2005) // HOSTEL PART 2 (2007)
Dir.: Eli Roth

A princípio, “O Albergue” é só mais um filme gore, repleto de sangue, carnificina e mulheres semi-nuas. Depois de pensar um pouco sobre esse filme a idéia que tenho é diferente. “O Albergue” é um filme cheio de sangue, carnificina e mulheres semi-nuas? Sim, mas apesar disso consegue inovar. O primeiro filme apresenta um começo bem banal, quase uma comédia adolescente... Jovens que vão para a Europa em busca de diversão, sexo e drogas. Tudo parece divertidíssimo! Estão em Amsterdam, cidade conhecida por permitir a venda e o consumo de maconha em seus famosos coffee shops e por ter a prostituição legalizada e organizada, com moças se oferecendo em vitrines como objetos. E os personagens estão lá, desfrutando os prazeres do distrito vermelho quando descobrem que há um lugar na Europa ainda mais “legal” que aquele: uma pequena cidade na Eslováquia. E partem pra lá! Quando chegam são levados para um albergue e, bom, aparecem garotas lindas e “fáceis”. Só que o que eles não sabem é que foram levados ali para serem abatidos, como animais por um bando de ricos sádicos que pagam para se divertir. E ai começa a carnificina! Se você é do tipo que se impressiona facilmente com sangue e corpos sendo mutilados é melhor fechar seus olhinhos! Eli Roth não economiza em sangue e gosma! E, faz isso assumidamente. Alguns outros filmes gore, entre eles a famosa série “Jogos Mortais” usa tomadas um pouco mais escuras e até granulação, pras imagens não ficarem tão nítidas. Em “O Albergue” é tudo bem iluminado! Há cenas, inclusive, que se você prestar atenção até parecem reais... bem reais, como se aquelas pessoas realmente estivessem sendo torturadas. Dá até a impressão que rolou uma certa tortura psicológica para conseguirem alguns olhares de desespero. E é isso. Sangue, muito sangue.
Ai a trama continua em “O Albergue 2”. A história começa meio parecida. Mas agora são garotas que estão na Europa fazendo cursos e resolvem curtir. Conhecem uma moça bonitona (que no começo do filme é modelo vivo do curso de desenho que elas estão fazendo) que as convida pra ir pra Eslováquia... e, adivinha pra que albergue elas são levadas?? Pois é, pro mesmo! Quando você vê o atendente, na hora reconhece! Lá está ele! O cara gentil e com carinha de fofo! E ai acontece mais ou menos a mesma coisa que no primeiro. As meninas saem pra se divertir e acabam sendo capturadas e levadas ao mesmo local sinistro para serem abatidas.
O que me faz gostar muito do “2” é que eles nos mostram como as coisas acontecem. Fica mais claro como acontecem os leilões, como é o processo dos caçadores. Isso, na minha opinião deixa o filme mais sádico ainda. Há menos sangue, menos carnificina. Talvez esse seja o motivo pelo qual a maioria prefere o primeiro. O segundo nos faz pensar mais sobre a situação toda... o quanto o dinheiro está envolvido na história, o quanto as pessoas são sádicas.
O mais bizarro é que, segundo o próprio diretor, o filme foi baseado em um website que oferecia um serviço de atirar em uma pessoa por U$ 10 mil. Esse serviço não existe mais (pelo menos não que eu saiba!) porque obviamente os donos da ideia se sentiram ameaçados! (Tadinhos! Hehehehe). Saber isso pode te deixar com mais raiva e indignação ao ver o filme. Caso duvide que um ser humano seja capaz de cometer tal atrocidade, pense no terrorismo, no tráfico de drogas, na pedofilia, no playboy que ateou fogo num índio em Brasília anos atrás, no massacre da Candelária no Rio, no menino João Hélio que foi arrastado preso pelo cinto de segurança do carro, na Isabela que foi jogada pela janela... e por ai vai. O mais terrível é pensar na quantidade de pessoas que desaparecem todo dia misteriosamente, sem deixar nenhum vestígio. Não duvido que existam pessoas que realmente sejam sádicas o suficiente para cometer coisas como os ricos de “O Albergue”... Pensem mesmo! Quantos jovens somem sem motivo. Numa época que existe internet, telefone... será que é possível simplesmente se perder e ninguém achar, não conseguir encontrar o caminho de volta?
O dinheiro é o que conta mais... Ele que acaba valendo mais que a vida. Caramba! Mais que a vida!!! Quem tem mais dinheiro leva o prêmio! Matar é só uma questão de ter dinheiro pra fazer isso sem que você seja culpado por isso. Ter a sensação de matar alguém sem ter a preocupação de ir pra cadeia. Oh, que sensação de poder! (É isso que o filme mostra).
Bom, eles vendem vida no filme. Você compra pra acabar com ela, e não de forma rápida... afinal de contas pagou caro por isso. Deve ser desfrutada como um precioso vinho.
O que gosto é o jeito como Eli Roth apresenta essa associação que organiza esses massacres. Algo absolutamente organizado, cheio de pessoas ricas, poderosas e influentes. Acima de qualquer suspeita. Coisa do tipo: seu vovô com cara de Papai Noel poderia ser um deles sem despertar qualquer suspeita. Isso deixa o filme ainda mais sádico.
Outra coisa interessante é o contrato que se faz com essa associação. Uma vez assinado o acordo de compra, você está preso ao contrato. Tem que fazer aquilo que comprou... Não há direito de devolver o produto! A quebra do contrato significa a morte. Mais uma vez o dinheiro e a organização (e as pessoas que fazem parte dela) falando mais alto.
Preciso contar o final do segundo filme (desculpa pelo spoiler), mas é importante na minha visão. A mocinha bonitinha do segundo filme, que também é presa e capturada, consegue reverter o jogo. (Essa relação dela com o cara que a comprou é ótima! Mas não darei mais detalhes). Ela tem dinheiro, muito dinheiro... E por isso, ela vale mais que ele.
A cena final é ótima! Sádica, mas ótima!
Pensem nessas coisas: como o homem é sádico. Como o homem deseja a sensação de poder! Como o homem se sente bem com o sofrimento alheio... São coisas mostradas exageradamente nesse filme, mas que fazem a gente pensar muito. Claro que não saímos por ai matando pessoas (eu pelo menos não saio... espero que vocês também não!), mas pensem nessas coisas. Cada um ao seu modo, somos assim. Temos que controlar nossos instintos.

Ninguém é verdadeiramente bom, ninguém é verdadeiramente mau.
Nos resta escolher pra qual lado nossa balança vai pender.

Bom, espero que vocês vejam esses filmes com outros olhos.

PS.: repito aos desavisados que esses filmes são de terror, altamente violentos, cheios de sangue, carnificina... Também aparecem drogas e sexo. (Não estou recomendando que ninguém que não está acostumado com esse tipo de coisa veja os filmes!!!) Sei que muitos de vocês já assistiram. Quem não viu, cuidado! Se você viu “Jogos Mortais” e ficou assustado, teve nojo, não dormiu a noite, passou mal... nada de ver “O Albergue”. Se você não viu, está curioso, mas acha que vai passar mal, veja só o 2. Dá pra entender a história e é bem mais leve em matéria de sangue.

Beijocas a todos!

Cena "bonita" do filme. Não tem sangue! Mas é legal!

Domingo, Novembro 08, 2009

Música Brasileira II

No final do século XIX começa a surgir um novo tipo de música nacionalista: aquela que mistura elementos da música popular brasileira (folclórica) com as técnicas de composição erudita.

Claro que, dos compositores que usam esse tipo de estratégia, o mais famoso é Heitor Villa-Lobos... mas é importante lembrar que não foi ele quem "inventou" isso!!! Alguns outros compositores, entre eles Basílio Itiberê da Cunha, já no século XIX faziam essa mistura.

Villa-Lobos participou da Semana de Arte Moderna.

É um dos músicos brasileiros mais reconhecido lá fora.







Depois de Villa-Lobos surgem outros músicos com a intenção de encontrar uma linguagem nacional.
Entre eles, os mais conhecidos são: Camargo Guarnieri, Guerra Peixe, Radamés Gnatalli, Luciano Gallet, Oscar Lorenzo Fernandes, etc.


Esse video mostra imagens de Cândido Portinari com música de Camargo Guarnieri.

Com ideias opostas surgem os Vanguardistas. Eles buscam uma linguagem UNIVERSAL para a música.
Além disso se preocupam com as novas técnicas de composição (como o atonalismo e o dodecafonismo).

Alguns músicos de vanguarda (dos mais antigos e dos mais novos): Gilberto Mendes, Willy Correa, Jorge Antunes, Fernando Iazzetta, Flô Menezes...

http://www.flomenezes.mus.br/
http://www.eca.usp.br/prof/iazzetta/

Visitem esses sites!!!
O Flô Menezes é professor do IA UNESP e o Fernando Iazzetta da ECA USP.

Música Brasileira I

Olá meus queridos
Como aconteceu de eu não entrar em algumas salas pra fazer revisão, resolvi vir até aqui e postar algumas coisinhas pra vocês. Mas repito o que já disse outras vezes: só dar uma olhada aqui não é o suficiente. É indispensável prestar atenção nas aulas!!!!!!

PERÍODO COLONIAL

Lembrar da importância da música na catequização dos índios no período colonial.

Além disso, quando os jesuítas ouviram as músicas que os índios cantavam perceberam que elas eram bastante parecidas, pelo seu caráter monotônico, com o canctochão.

Ah, também há indícios de que os índios era muito bons cantores!

SÉCULO XIX

O principal músico desse período é Antônio Carlos Gomes. Sua principal obra é, com certeza, a ópera "O Guarani", baseada no romance homônimo de José de Alencar.

Assim como na pintura, a música do século XIX está preocupada com a criação da identidade nacional. Se lembrarmos das obras pictóricas feitas na época da Academia Imperial de Belas Artes - que eram feitas com técnica neoclássica, acadêmica, européia e tinham o tema / assunto nacional (que podemos até relacionar ao romantismo no sentido nacionalista) fica bem fácil entender as músicas dessa época.
Ou seja, elas também eram feitas com a técnica erudita européia e tinham o tema / assunto nacional.



Este video mostra um trecho da abertura da ópera com a orquestra sinfônica da Petrobras.

No século XIX esse espírito nacionalista fez com que fossem compostos hinos cívicos.

O Brasil tem quatro hinos cívicos:
Hino Nacional: (música de Francisco Manoel da Silva com letra de Joaquim Osório Duque Estrada)




Hino da Independência: (música de Dom Pedro I com letra de Evaristo da Veiga)


Hino da Proclamação da República: (música de Leopoldo Augusto Miguez com letra de Medeiros e Albuquerque)


Hino da Bandeira: (música de Francisco Braga com letra de Olavo Bilac)


continua....