Mais uma vez venho aqui nesse blog pra falar de Hélio Oiticica e Lygia Clark. Tem um post de 2008 chamado Arte Contemporânea Brasileira. Mas lá não tem tudo o que eu gostaria que vocês soubessem sobre eles, sobretudo sobre Oiticica.
Primeiramente gostaria de dividir a obra desse artista em 5 tipos. (Não gosto muito disso, de rotular sua obra, mas por questões didáticas fica mais fácil.) A obra dele é muito mais que isso... Esses nomes são apenas os principais. Se você gostar desse artista incrível, procure conhecê-lo mais e melhor. O Itaú Cultural tem um Programa sobre ele. Vale a pena conferir: programa Hélio Oiticica.
Basicamente, suas obras são:
Metaesquemas: pinturas abstratas geométricas. Note o início do estudo sobre o espaço e o movimento.
Núcleos: placas quadrangulares que ocupam o espaço. Uma certa forma de trazer para a realidade as pinturas de seus metaesquemas.
Penetráveis: salas, instalações, ninhos.
Parangolés: capas, obras de vestir, dançar, sentir.
Bólides: objetos artísticos feitos com materiais diversos, muitas vezes encontrados no cotidiano.
Só para constar, na 29a Bienal Internacional de São Paulo temos algumas obras de Oiticica. Clique aqui pra dar uma olhada!
Sobre Lygia, o post anterior, de 2008 já pode ser útil.
Gostaria de dizer também, sobre eles, que são artistas fundamentais na História da Arte. Suas obras influenciaram muitos artistas pelo mundo. A proposta de interação, participação, múltiplas sensações estão presentes em obras de vários artistas contemporâneos. Eles fizeram com que a arte não fosse apenas para ser contemplada, mas também sentida. O público deixa de ser passivo e passa a ser parte da atividade criadora!
Beijocas artísticas a todos!
"A gente não quer só comida! A gente quer comida, diversão e ARTE!!!" Um pouco sobre história da arte, um canto pra discutir estética, pra falar de cultura, pra colocar nossa opinião! e é claro, lembrando sempre: VIVA! VIVA!!! (que é o mais importante)
terça-feira, novembro 02, 2010
Terceira Geração Modernista / Pós Modernismo
Depois da Segunda Guerra Mundial, ou melhor, nos anos 1950, a Arte Brasileira passou por um processo de intensa abstração.
Várias coisas contribuíram para esse fato. Primeiro, podemos citar a abertura do MASP - Museu de Arte de São Paulo em 1947 (ainda não era na sede atual, na Avenida Paulista, e sim no prédio dos Diários Associados, que na época era o maior conglomerado de comunicação do país). Depois a criação do MAM-SP e MAM-RJ. Esses espaços eram voltados à arte moderna e foram responsáveis pela aproximação da população a esse tipo de arte.
Além disso, no ano de 1950 aconteceu em São Paulo uma exposição inovadora do artista suiço Max Bill, em que ele mostrou, entre outras obras, Unidade Tripartida. Esta era uma escultura abstrata, algo bastante moderno até mesmo para os modernistas brasileiros. No ano seguinte aconteceu a primeira Bienal de São Paulo e, mais uma vez, Max Bill chamou a atenção. Ele recebeu, com essa mesma obra, o primeiro prêmio do evento.
Era o início de uma arte brasileira abstrata e concreta. Vão se formar dois grupos de artistas abstratos no Brasil: o grupo FRENTE no Rio de Janeiro e o grupo RUPTURA em São Paulo.
Alguns artistas do Ruptura:
Waldemar Cordeiro
Geraldo de Barros
Função Diagonal, 1952
Alguns artistas do Frente:
Ivan Serpa
Lygia Pape
Sem título, 1858
Nesse período vamos ter ainda alguns artistas que lançam uma nova tendência da arte: A ARTE INTERATIVA. Saídos do grupo Frente, Hélio Oiticica e Lygia Clark revolucionam a arte.
Assunto para outro post.
Várias coisas contribuíram para esse fato. Primeiro, podemos citar a abertura do MASP - Museu de Arte de São Paulo em 1947 (ainda não era na sede atual, na Avenida Paulista, e sim no prédio dos Diários Associados, que na época era o maior conglomerado de comunicação do país). Depois a criação do MAM-SP e MAM-RJ. Esses espaços eram voltados à arte moderna e foram responsáveis pela aproximação da população a esse tipo de arte.
Além disso, no ano de 1950 aconteceu em São Paulo uma exposição inovadora do artista suiço Max Bill, em que ele mostrou, entre outras obras, Unidade Tripartida. Esta era uma escultura abstrata, algo bastante moderno até mesmo para os modernistas brasileiros. No ano seguinte aconteceu a primeira Bienal de São Paulo e, mais uma vez, Max Bill chamou a atenção. Ele recebeu, com essa mesma obra, o primeiro prêmio do evento.
Era o início de uma arte brasileira abstrata e concreta. Vão se formar dois grupos de artistas abstratos no Brasil: o grupo FRENTE no Rio de Janeiro e o grupo RUPTURA em São Paulo.
Alguns artistas do Ruptura:
Waldemar Cordeiro
Movimento, 1951
Geraldo de Barros
Função Diagonal, 1952
Alguns artistas do Frente:
Ivan Serpa
Formas, 1951
Lygia Pape
Sem título, 1858
Nesse período vamos ter ainda alguns artistas que lançam uma nova tendência da arte: A ARTE INTERATIVA. Saídos do grupo Frente, Hélio Oiticica e Lygia Clark revolucionam a arte.
Assunto para outro post.
quarta-feira, setembro 08, 2010
Modernismo, uma revisão
Aqui no blog mesmo tem umas coisas que podem ser úteis aos bonitinhos do segundo desse ano. Por exemplo:
Sobre o início do Modernismo no Brasil:
http://prosalunos.blogspot.com/2007/05/modernismo-brasileiro.html
Mais imagens de Lasar Segall
É importante lembrar do gesto antropófago, da deglutição! Comer, devorar o outro para criar o seu! (e esse "outro" não é só o europeu, mas qualquer outro... sobretudo o simples, o brasileiro).
"TUPI OR NOT TUPI, THAT IS THE QUESTION."
Espero que ajude!
Grande abraço a todos!
Sobre o início do Modernismo no Brasil:
http://prosalunos.blogspot.com/2007/05/modernismo-brasileiro.html
Mais imagens de Lasar Segall
O Bananal
Navio de Emigrantes
Pogron
Sobre Anita Malfatti:
e também tem o texto de Monteiro Lobato a respeito da exposição de 1917:
Sobre a Semana de Arte Moderna:
Outros artistas da Primeira Geração Modernista (além da Anita):
Di Cavalcanti:
Nascimento de Vênus
Victor Brecheret
(gente... é "ponto NON" mesmo, viu!!!!)Monumento às Bandeiras (deixa que eu empurro)
Só o coitado lá atrás é que está empurrando o barco! Reparou?? (por isso o apelido carinhoso desse monumento)
Portadora de Perfumes
Tarsila do Amaral
Abaporu
Lembrem-se que Tarsila do Amaral não participou da Semana de Arte Moderna em 1922 - ela estava em Paris. Só depois, em 1923 ela começa a fazer parte do Modernismo Brasileiro.
Manifesto Antropofágico (escrito por Oswald de Andrade inspirado pela obra "Abaporu" de Tarsila do Amaral).
É importante lembrar do gesto antropófago, da deglutição! Comer, devorar o outro para criar o seu! (e esse "outro" não é só o europeu, mas qualquer outro... sobretudo o simples, o brasileiro).
"TUPI OR NOT TUPI, THAT IS THE QUESTION."
Espero que ajude!
Grande abraço a todos!
Assinar:
Postagens (Atom)

















