domingo, agosto 12, 2012

Arquitetura Paulista

Um pouco da arquitetura de São Paulo no final do século XIX e início do século XX (marcado pelo ECLETISMO)

MUSEU DO IPIRANGA (Museu Paulista)



Arquiteto: o italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi.
Construção: 1884 a 1895.
O museu foi inaugurado em 7 de setembro de 1895.
Seus jardins são uma réplica reduzida dos jardins do Palácio de Versalhes, na França.



ESTAÇÃO DA LUZ


Foi aberta ao público em 1901.
Foi construída pela São Paulo Railway Company com estruturas trazidas da Inglaterra.
Seus traços arquitetônicos copiam os Ingleses Big Ben e Abadia de Westminster.
Arquiteto: o inglês Charles Henry Driver.

TEATRO MUNICIPAL


Arquitetos: o brasileiro Ramos de Azevedo.
Construção: 1903 a 1911
Inauguração: 12 de setembro de 1911.

PINACOTECA DO ESTADO


Arquiteto: Ramos de Azevedo.
O prédio foi construído de 1897 a 1905. Era o antigo edifício do Liceu de Artes e Ofícios.
Foi o primeiro museu de artes de São Paulo.
Sofreu reformas na década de 1990, conduzidas pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha.

ESTAÇÃO JÚLIO PRESTES (Sala São Paulo)


O prédio atual é de 1926.
Sua arquitetura é inspirada nas estações norte americanas Grand Central e Pennsylvania.
Projeto de Cristiano Stockler das Neves.
Abriga, desde 1999, a sede da orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

ESTAÇÃO PINACOTECA


O prédio foi inaugurado em 1914.
Abrigou, inicialmente, a parte administrativa da Estrada de Ferro Sorocabana.
Durante o período da ditadura militar, abrigou o DEOPS (Departamento Estadual de Ordem Política e Social).
Atualmente é um espaço cultural ligado à Pinacoteca do Estado.
Arquiteto: Ramos de Azevedo.

MERCADO MUNICIPAL


Construção: 1928 - 1933
Arquiteto: Ramos de Azevedo.
Seus vitrais foram importados da Alemanha e possuem temas agrícolas e agropecuários.

CASA DAS ROSAS


Arquiteto: Ramos de Azevedo.
Construção terminada em 1935.
O palacete na Avenida Paulista foi habitado até 1988.
Em 1991 foi inaugurado o espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.

PALÁCIO DAS INDÚSTRIAS



Arquitetos: Ramos de Azevedo.
Construído no início do século XX.
Em 1922 passa ser o prédio da prefeitura de São Paulo.
Desde 2009 abriga o Museu Catavento.

CENTRO CULTURAL DO BANCO DO BRASIL (CCBB)


O prédio é de 1901, mas só se tornou banco após uma reforma projetada pelo arquiteto Hippolyto Pujol em 1927.
Foi o primeiro prédio do Banco do Brasil em São Paulo.
Em 2001 foi inaugurado o Centro Cultural do Banco do Brasil.

CATEDRAL DA SÉ


O prédio original era do século XVI.
Construção: início em 1912 – só ficou pronto em 1954 (aniversário do 4º Centenário da cidade).
Arquiteto: Maximiliam Hehl, que era professor da Escola Politécnica.
Estilo neogótico.

quinta-feira, julho 26, 2012

Início de um projeto artístico

A 30a. Bienal está pra começar. Esse ano o tema é "A iminência das poéticas". Pelo visto será uma bienal incrível.
Apesar da exposição só ser aberta ao público dia 07/09, já estou estudando um pouco sobre os artistas que vão participar e suas poéticas e, procurando entender um pouco das intenções do curador, o venezuelano Luis Pérez Oramas

A 30a. Bienal será norteada por 7 perguntas geradoras, que agregará constelações de artistas. As perguntas são:

O que acontece cada vez que você consente?
O que acontece quando você anda?
Por que guardar?
Quando não há nada, o que vemos?
Uma coisa significa outra coisa quando muda de lugar?
O que acontece quando você festeja?
Como medir a distância que te separa do que você diz?

Pensando sobre as perguntas, sobre as obras e artistas, eu também decidi fazer a minha ação poética. Claro que algumas pessoas podem questionar o quão artístico isso é, mas não me importa. A arte contemporânea vem muito mais da intenção, da experiência, da vontade de fazer alguma coisa... seja pra si ou pro outro.


Não é a primeira vez que faço uma ação poética envolvendo minha mão. Na época da faculdade fiz uma dança (performance?) intitulada "Os trabalhos da mão", inspirada em um texto de Alfredo Bosi. Na verdade a ideia de trabalhar com isso não veio exatamente do texto, mas de um problema de saúde meu exatamente na minha mão direita.
Desde 1996 eu desenvolvi uma espécie de alergia muito séria na minha mão direita. Já fiz muitos tratamentos, usei muitas pomadas e cremes, tomei muitos remédios diferentes e elas ainda continuam aqui (a mão e a alergia). Esse problema já foi um grande problema... me impediu de fazer várias coisas que eu gostava. A dor, o sangue e a vergonha disso me fizeram me afastar de coisas que não queria ter me afastado.
Por exemplo os esportes... nunca pude jogar basquete ou vôlei direito... sempre rasgava a mão, manchava a roupa de sangue... fora a dor que não acabava no final do treino.
Também sempre quis tocar violão, até cheguei a ter um e a fazer aulas... mas era a mesma coisa, as cordas rasgavam minha mão. Cheguei a fazer aulas de piano por um tempo, mas estudar, muitas vezes, fazia com que meus dedos sangrassem... Era comum ver o teclado manchado de vermelho. A dor ficava mas eu insistia. Até que um dia parei (não só por isso, mas por isso também).
O problema fez com que eu tivesse vergonha de tocar as pessoas. Adorava o inverno porque podia usar luvas! Como isso facilitava minha vida!
Nenhum tratamento que fiz deu resultado... melhorou mas não sarou. Uma vez ouvi de uma médica do Hospital das Clínicas que eu teria que conviver com isso pelo resto da minha vida. Às vezes é fácil, às vezes é difícil... Algumas outras são engraçadas...

Sempre exitei em dizer que sou artista. Sempre me denomino arte-educadora, professora de arte... Mas talvez eu seja sim uma artista. Talvez eu realmente tenha dentro de mim uma vontade imensa de colocar algumas coisas pra fora de forma poética. E se quero fazer, é importante que meu tema seja exatamente A MÃO. A minha mão e, por que não mãos de outras pessoas.

Hoje eu começo um projeto artístico. Vou fazer um diário da minha mão. Vou pensar em alguma coisa mais elaborada e depois comento por aqui e pelo facebook... Quem sabe eu volto a usar o twitter pra isso também. Afinal, quero ser contemporânea e a rede pode me ajudar a divulgar o meu trabalho artístico (e meio que terapêutico também! hehehehe).

quinta-feira, junho 21, 2012

Técnicas de Impressão

As técnicas de impressão ajudaram a democratizar a arte na época do Renascimento. Era através dessas técnicas que cópias de grandes quadros viajavam pela Europa e influenciavam artistas. Além de ampliar o acesso às obras de arte famosas, o preço mais baixo (do que o de uma tela, por exemplo) permitia que mais pessoas pudessem adquirir obras de arte.

As técnicas mais conhecidas são a XILOGRAVURA, a LITOGRAVURA (ou litografia), a GRAVURA EM METAL e a SERIGRAFIA.

A Xilogravura é um processo de gravação em relevo que utiliza a madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre o papel. É preciso "recortar" da matriz de madeira as áreas que não se quer imprimir. O tal recorte é feito com instrumentos cortantes como o buril e o cinzel, por exemplo.


A imagem feita em xilogravura fica em negativo e espelhada. Ou seja, as linhas recortadas da madeira não serão impressas e a imagem ficará invertida.

Aqui estão alguns exemplos de xilogravuras feitas pelo famoso artista brasileiro Oswaldo Goeldi.







As imagens das xilogravuras foram retiradas do site oficial do artista:


A Gravura em metal é uma técnica que utiliza chapas de cobre ou outros metais como matriz. A gravação pode ser feita diretamente na placa, com instrumentos como o buril e a ponta-seca, ou pela corrosão com ácidos. Geralmente é usada para reproduzir desenhos de linhas finas e texturas.



Alguns exemplos de gravura em metal feitas pelo artista alemão Albert Dürer:





A litogravura (ou litografia) é um processo de impressão que utiliza uma pedra calcária como matriz e se baiseia na repulsão entre a água e as substâncias gordurosas. Ao contrário das outras técnicas de impressão, a litografia é planográfica. Isso quer dizer que o desenho é feito através da gordura aplicada sobre a superfício da pedra, e não através de fendas e sulvos na matriz, como na xilogravura ou na gravura em metal.

O processo da litogravura é bastante complexo e envolve várias questões estudadas pela química.



A litografia foi muito usada na imprensa e na publicidade nos séculos XVIII e XIX.

Aqui estão alguns exemplos das incríveis litogravuras de M. C. Esher:





Outra técnica de impressão é o Stencil (molde vazado) que tem relação com a Serigrafia comercial (aquela que é usada para fazer estampas de camisetas, por exemplo).
A ideia do stencil e da serigrafia é a mesma: utilizar um molde vazado.

Aqui estão alguns exemplos de obras feitas com essa técnica feitas pelo maior artista da Pop Art: Andy Warhol.




Essa técnica é muito usada hoje em dia na arte de rua (ou seria vandalismo??). Você já reparou pela cidade??





E ai, qual das quatro técnicas você mais gostou??