"A gente não quer só comida! A gente quer comida, diversão e ARTE!!!"
Um pouco sobre história da arte, um canto pra discutir estética, pra falar de cultura, pra colocar nossa opinião!
e é claro, lembrando sempre: VIVA! VIVA!!! (que é o mais importante)
Um pouco sobre alguns artistas atuais brasileiros.
Bom, não quero colocar nesse momento minha opinião sobre eles. Não gosto de todos eles... mas a ideia aqui não é julga-l0s (por hora), mas apresentá-los.
Romero Britto no Twitter: http://twitter.com/brittopopart
Claro que existem vários outros artistas brasileiros a serem conhecidos: Cildo Meireles e Nuno Ramos também merecem a atenção! Depois coloco uns links sobre eles!
Ontem eu vi “UP” no cinema, em 3D. (Sobre o fato de ser 3D quero comentar que isso me dá dor de cabeça! Acho mega legal... mas enfim, fico meio zonza!) A 10ª animação da Pixar me deixou muito emocionada, me fez pensar muito sobre minha vida e me mostrou o quanto eu adoro filmes de animação. Vou fazer alguns comentários que talvez sejam “spoilers”, por isso se você não gosta de saber algumas coisas antes de ver o filme, não continue lendo! Hehehehe! A história do filme é sobre um velhinho de 70 e poucos anos (acho que é essa a idade dele) chamado Carl Fredricksen que foge para uma aventura com sua casa pendurada por balões. O mais interessante é o porque dessa aventura! (E esse motivo foi o que me fez chorar). O filme começa quando Carl ainda é uma criança. Ele era aficionado por aventuras e por um explorador que tinha ido para a América do Sul a bordo de um dirigível mas que tinha sido desacreditado pela comunidade científica por falsificar a ossada de um ser que ele dizia ter descoberto em sua viagem. Em uma de suas “aventuras” ele conhece Elle, uma menininha que, como ele, também era louca por aventuras e pelo explorador. Ela, inclusive era muito mais aventureira do que ele. Ele era quietão e tímido, ela era destemida e falante. Elle tinha um grande sonho: chegar até o recanto das cachoeiras, que fica em algum lugar da América do Sul. Tinha até um livro para anotar suas aventuras quando chegasse lá. A menina era tão “aventureira” que tinha até roubado uma página de um livro da biblioteca que tinha uma imagem do lugar paradisíaco. O tempo passa, eles se casam. O tempo passa... eles tentam ter filhos mas não podem... Apesar de terem ficado tristes, continuam a viver suas vidas... e o tempo continua passando. E o sonho de ir para o recanto das cachoeiras, na América do Sul não acontece. A viagem sempre é adiada por problemas financeiros e percalços ao longo do caminho... Até que eles envelhecem e a viagem começa a ficar ainda mais impossível. Carl resolve comprar passagens aéreas para eles viajarem para a América do Sul, mas Elle fica doente. Muito doente. E... ela morre. (Que triste!!! Chorei nessa parte). Carl fica muito triste e rabugento. A casinha que ele viveu com a mulher e que ele tanto amava estava ameaçada. Toda a vizinhança estava tomada por construções de prédios... e os construtores queriam aquele espaço para erguer outro prédio. Um dia Carl bate em um funcionário das obras (mas o cara mereceu! Hehehehe) e é considerado uma ameaça para a sociedade, por ser muito idoso e viver sozinho. Ele será mandado para um asilo – mas ele não quer ir, então arma seu plano de fugir levando a casa e tudo. Como ele trabalhava vendendo balões é isso que ele usa para fazer sua casa flutuar! (Um pouco surreal isso! E faz a gente se lembrar daquela história do padre dos balões que “sumiu”.) Mas não é apenas uma fuga. Carl resolve resgatar o sonho de Elle de ir para a América do Sul, levar sua casa para o recanto das cachoeiras. A aventura ganha mais ritmo e se torna engraçada quando Carl descobre um passageiro clandestino em sua casa voadora: Russel, um menininho de uns 8 anos, escoteiro, que dias antes tinha aparecido na casa de Carl para tentar ajudá-lo (era tarefa dos escoteiros, entre outras, ajudar um idoso e se fizesse isso, Russel ganharia a última medalha que lhe faltava para subir de nível entre os escoteiros). O personagem de Carl é geometrizado, o que lhe dá um aspecto mais duro e severo. Ele nem é carismático, pelo contrário... mas ao longo do filme não há como não se encantar com sua personalidade. A aproximação dele com o menino, que... Meu Deus, como parece com alguns de meus aluninhos fofuchos do sexto ano! (O garotinho, Russel, é oriental e gordinho. Um fofo!). A história conta ainda com aves raras (a que o tal explorador tinha visto mas não tinha conseguido levar para os EUA), cachorros que têm uma coleira digital que os permite falar – e isso também dá uma certa graça ao filme! Há... também, como todo filme de criança* que se preze há um vilão! Mas esse vilão é estranho: é o tal explorador que tinha sumido há muito tempo, aquele que Carl e Elle eram fãs quando crianças. Pois é, ele ainda vivia na América do Sul com seus cachorros e ainda tentava capturar a tal ave rara para mostrar como ele não era um mentiroso! (O engraçado é que ele tem tanto trabalho para capturar a ave e Russel, sem querer a encontra e eles ficam amigos!). Bom, sem mais detalhes sobre o filme. O que eu queria dizer é que mais uma vez a Pixar me deixou feliz. Esse filme fala muito sobre o amor, fala muito sobre valorizar as pequenas coisas, porque afinal de contas, são de pequenas coisas que a vida é feita. São os pequenos momentos que nos ensinam. Nossa.... quando Carl abre o livro de Elle, e vê que ela colou fotos deles no espaço destinado às aventuras, eu chorei mais uma vez. Me fez pensar no quanto eu amo meu maridão, e no quanto as coisas que vivemos juntos são importantes. Não precisamos explorar florestas, viajar o mundo e nem fazer grandes planos... cada gesto, cada sorriso, cada coisinha simples é uma grande aventura. A vida por si só é uma grande aventura e vale a pena, desde que estejamos com quem amamos. Um domingo no parque, um café da manhã na cama, um abraço carinhoso... coisas simples mas que valem muito. Espero que a criançada que viu (e as que ainda vão ver) o filme possa pensar sobre isso. Carl e Elle viveram uma aventura linda e incrível!!! Se casaram e foram felizes mesmo com dificuldades. A gente não pode esquecer disso. Ah, coloquei o “asterisco” em criança porque não acho que os filmes da Pixar sejam exatamente pra crianças. Eu adoro todos eles! E mesmo não sendo mais uma criança, ainda me divirto e paro pra pensar com eles. Pra quem não conhece todos os filmes da Pixar, ai vai a lista: 1. Toy Story (1995) 2. Vida de Inseto (1998) 3. Toy Story 2 (1999) 4. Monstros S.A. (2001) 5. Procurando Nemo (2003) 6. Os Incríveis (2004) 7. Carros (2006) 8. Ratatouille (2007) 9. Wall-E (2008) 10. Up (2009)
E estão pra lançar o “Toy Story 3”. Se você ainda não viu algum, veja. Vale muito a pena! (A Pixar também tem uma série de curtas incríveis).
Aqui tem um dos curtas. No youtube tem vários! É só procurar!!!
Também é interessante, quem puder, dar uma "passeio" pelo Museu D'Orsay de Paris (tá... passeio virtual já tá ótimo!) que é o principal museu de arte dessa época, com obras importantíssimas do Realismo, do Impressionismo e do Pós-impressionismo.