quarta-feira, setembro 09, 2009

UP


Ontem eu vi “UP” no cinema, em 3D. (Sobre o fato de ser 3D quero comentar que isso me dá dor de cabeça! Acho mega legal... mas enfim, fico meio zonza!) A 10ª animação da Pixar me deixou muito emocionada, me fez pensar muito sobre minha vida e me mostrou o quanto eu adoro filmes de animação.
Vou fazer alguns comentários que talvez sejam “spoilers”, por isso se você não gosta de saber algumas coisas antes de ver o filme, não continue lendo! Hehehehe! A história do filme é sobre um velhinho de 70 e poucos anos (acho que é essa a idade dele) chamado Carl Fredricksen que foge para uma aventura com sua casa pendurada por balões. O mais interessante é o porque dessa aventura! (E esse motivo foi o que me fez chorar). O filme começa quando Carl ainda é uma criança. Ele era aficionado por aventuras e por um explorador que tinha ido para a América do Sul a bordo de um dirigível mas que tinha sido desacreditado pela comunidade científica por falsificar a ossada de um ser que ele dizia ter descoberto em sua viagem. Em uma de suas “aventuras” ele conhece Elle, uma menininha que, como ele, também era louca por aventuras e pelo explorador. Ela, inclusive era muito mais aventureira do que ele. Ele era quietão e tímido, ela era destemida e falante. Elle tinha um grande sonho: chegar até o recanto das cachoeiras, que fica em algum lugar da América do Sul. Tinha até um livro para anotar suas aventuras quando chegasse lá. A menina era tão “aventureira” que tinha até roubado uma página de um livro da biblioteca que tinha uma imagem do lugar paradisíaco. O tempo passa, eles se casam. O tempo passa... eles tentam ter filhos mas não podem... Apesar de terem ficado tristes, continuam a viver suas vidas... e o tempo continua passando. E o sonho de ir para o recanto das cachoeiras, na América do Sul não acontece. A viagem sempre é adiada por problemas financeiros e percalços ao longo do caminho... Até que eles envelhecem e a viagem começa a ficar ainda mais impossível. Carl resolve comprar passagens aéreas para eles viajarem para a América do Sul, mas Elle fica doente. Muito doente. E... ela morre. (Que triste!!! Chorei nessa parte). Carl fica muito triste e rabugento. A casinha que ele viveu com a mulher e que ele tanto amava estava ameaçada. Toda a vizinhança estava tomada por construções de prédios... e os construtores queriam aquele espaço para erguer outro prédio. Um dia Carl bate em um funcionário das obras (mas o cara mereceu! Hehehehe) e é considerado uma ameaça para a sociedade, por ser muito idoso e viver sozinho. Ele será mandado para um asilo – mas ele não quer ir, então arma seu plano de fugir levando a casa e tudo. Como ele trabalhava vendendo balões é isso que ele usa para fazer sua casa flutuar! (Um pouco surreal isso! E faz a gente se lembrar daquela história do padre dos balões que “sumiu”.) Mas não é apenas uma fuga. Carl resolve resgatar o sonho de Elle de ir para a América do Sul, levar sua casa para o recanto das cachoeiras. A aventura ganha mais ritmo e se torna engraçada quando Carl descobre um passageiro clandestino em sua casa voadora: Russel, um menininho de uns 8 anos, escoteiro, que dias antes tinha aparecido na casa de Carl para tentar ajudá-lo (era tarefa dos escoteiros, entre outras, ajudar um idoso e se fizesse isso, Russel ganharia a última medalha que lhe faltava para subir de nível entre os escoteiros).
O personagem de Carl é geometrizado, o que lhe dá um aspecto mais duro e severo. Ele nem é carismático, pelo contrário... mas ao longo do filme não há como não se encantar com sua personalidade. A aproximação dele com o menino, que... Meu Deus, como parece com alguns de meus aluninhos fofuchos do sexto ano! (O garotinho, Russel, é oriental e gordinho. Um fofo!).
A história conta ainda com aves raras (a que o tal explorador tinha visto mas não tinha conseguido levar para os EUA), cachorros que têm uma coleira digital que os permite falar – e isso também dá uma certa graça ao filme! Há... também, como todo filme de criança* que se preze há um vilão! Mas esse vilão é estranho: é o tal explorador que tinha sumido há muito tempo, aquele que Carl e Elle eram fãs quando crianças. Pois é, ele ainda vivia na América do Sul com seus cachorros e ainda tentava capturar a tal ave rara para mostrar como ele não era um mentiroso! (O engraçado é que ele tem tanto trabalho para capturar a ave e Russel, sem querer a encontra e eles ficam amigos!).
Bom, sem mais detalhes sobre o filme. O que eu queria dizer é que mais uma vez a Pixar me deixou feliz. Esse filme fala muito sobre o amor, fala muito sobre valorizar as pequenas coisas, porque afinal de contas, são de pequenas coisas que a vida é feita. São os pequenos momentos que nos ensinam. Nossa.... quando Carl abre o livro de Elle, e vê que ela colou fotos deles no espaço destinado às aventuras, eu chorei mais uma vez. Me fez pensar no quanto eu amo meu maridão, e no quanto as coisas que vivemos juntos são importantes. Não precisamos explorar florestas, viajar o mundo e nem fazer grandes planos... cada gesto, cada sorriso, cada coisinha simples é uma grande aventura. A vida por si só é uma grande aventura e vale a pena, desde que estejamos com quem amamos. Um domingo no parque, um café da manhã na cama, um abraço carinhoso... coisas simples mas que valem muito.
Espero que a criançada que viu (e as que ainda vão ver) o filme possa pensar sobre isso. Carl e Elle viveram uma aventura linda e incrível!!! Se casaram e foram felizes mesmo com dificuldades. A gente não pode esquecer disso.
Ah, coloquei o “asterisco” em criança porque não acho que os filmes da Pixar sejam exatamente pra crianças. Eu adoro todos eles! E mesmo não sendo mais uma criança, ainda me divirto e paro pra pensar com eles.
Pra quem não conhece todos os filmes da Pixar, ai vai a lista:
1. Toy Story (1995)
2. Vida de Inseto (1998)
3. Toy Story 2 (1999)
4. Monstros S.A. (2001)
5. Procurando Nemo (2003)
6. Os Incríveis (2004)
7. Carros (2006)
8. Ratatouille (2007)
9. Wall-E (2008)
10. Up (2009)

E estão pra lançar o “Toy Story 3”.
Se você ainda não viu algum, veja. Vale muito a pena!
(A Pixar também tem uma série de curtas incríveis).

Aqui tem um dos curtas. No youtube tem vários! É só procurar!!!




Beijocas a todos!

terça-feira, setembro 08, 2009

Um Help

Queridos
Ando com tanta vontade de escrever... mas com tão pouco tempo.
Queria ter feito posts novos mas não consegui.

O importante é lembrar dos movimentos.

Pós Impressionismo

http://prosalunos.blogspot.com/2006/09/ps-impressionismo.html

Impressionismo

http://prosalunos.blogspot.com/2006/08/impressionismo.html

Realismo

http://prosalunos.blogspot.com/2006/08/realismo.html


Também é interessante, quem puder, dar uma "passeio" pelo Museu D'Orsay de Paris (tá... passeio virtual já tá ótimo!) que é o principal museu de arte dessa época, com obras importantíssimas do Realismo, do Impressionismo e do Pós-impressionismo.

http://www.musee-orsay.fr

Abraço!

domingo, agosto 23, 2009

Crepúsculo e cia.

Sobre a série CREPÚSCULO, de Stephanie Meyer

A primeira vez que ouvi falar de Crepúsculo foi ano passado, quando o filme estava para estrear. Li alguma coisa no jornal e fiquei bastante curiosa para ver, já que sempre gostei muito de histórias e filmes de vampiros. Acontece que, no dia que eu ia ver, estávamos em família e meu sobrinho tinha menos de 12 anos – a idade da censura do filme. Como não conhecia praticamente nada sobre o enredo, nada além do fato de ser uma história sobre vampiros e sobre uma humana que se apaixonava por um deles – que também se apaixonava por ela, pensei que era melhor não levá-lo para ver. Geralmente, os filmes de vampiros são um pouco assustadores e meu sobrinho não é a pessoa mais corajosa do mundo.



Deixei pra lá. Abri mão de ir ao cinema e fiquei com os sobrinhos enquanto minha irmã foi com seu namorado. Quando eles saíram do cinema a reação deles foi: Ah, legal... mas meio fraquinho. Como a recepção deles não foi boa, não me preocupei em voltar ao shopping para isso. Acontece que, alguns dias depois, os sobrinhos vieram para casa. Era férias e, como todos os anos, eles vem passar uns dias conosco. Minha sobrinha de 14 anos tinha assistido Crepúsculo e, o sobrinho menos também queria ver. Baixamos o filme da internet (não queria gastar dinheiro com um filme que, segundo minha irmã, era fraco). Nessa altura minhas alunas já comentavam sobre a história e que o Edward era lindo... Assistimos. Bom, naquela noite eu conheci um pouco mais sobre “Twilight”. Bom, achei o filme bonitinho... Mas, ao ver o filme, não vi nada demais em Edward. O ator Robert Pattinson não me parecia tão bonito. Inclusive a maquiagem do filme me incomodou muito. Aqueles atores com o rosto branco era demais! A maquiagem estava só no rosto... era possível ver onde terminava o “pancake” e isso me irritou um pouquinho! Nossa... que produção meia-boca!, pensei. Enfim, acabou o filme, minha sobrinha continuava suspirando pelo Edward e eu estava sem entender o motivo por tantos “suspiros”.

O tempo passou, minha sobrinha continuava suspirando pelo Edward. Ela estava lendo “Lua Nova”. As aulas voltaram no colégio e lá também as meninas suspiravam pelo vampirinho branquelo. Elas também devoravam os livros. Mas para encher o saco que qualquer outra coisa, eu comentava em algumas salas e para minha sobrinha que o Edward era feio. Todas as meninas encantadas com aquela saga me fuzilavam com os olhos, como que dizendo: vc é uma louca! Ele é lindo!!! Para resumir essa parte da história, os suspiros pelo tal Edward eram tão fortes, a devoção das adolescentes pela série era tão grande que eu me rendi e fui ler os livros. Eu estava realmente precisando, naquele momento, de alguma coisa para me distrair, algum livro fácil para ler no metrô, no ônibus e antes de dormir. Meu cérebro estava quase entrando em pane de só ler coisas “sérias” relativas à História da Arte.

Peguei o livro “Crepúsculo” nas mãos. A capa me agradou. Mãos que seguram uma maçã bem vermelha. A maçã da árvore do paraíso, o fruto proibido? (fiz essa relação antes mesmo de abrir o livro, já que, como disse, já tinha visto o filme e já sabia do que se tratava). Comecei a me envolver com a história. Apesar de achar o texto não muito bom, a leitura era fácil... exatamente o que eu estava procurando. Por um instante não teve como não me identificar com a Bella: a menina atrapalhada, branquela, que muda de cidade, que gosta de ler, que não é boa em esportes... Era quase um retrato da Taci de dez anos atrás. Achei isso engraçado! Mas eu sabia que ela iria se apaixonar pelo vampiro e, bom... essa não era a Taci (por mais que eu sempre tivesse sido apaixonada por vampiros, sobretudo quando era adolescente). Gostei bem mais do livro que do filme, o que era previsível. E, para meu espanto, consegui ver que o Edward era sim lindo. Quando descobri isso, fiquei ainda com mais raiva do filme... e da pessoa que selecionou os atores: todos muito feios – no livro os vampiros são tão lindos. A única atriz que estava no lugar certo era a personagem de Alice – que é ainda mais apaixonante, pra mim, que o Edward. Ela é uma fofa! Hehehehehe Li “Crepúsculo” em poucas horas. Depois senti necessidade de ler “Lua Nova”. Precisava de alguma coisa pra ler e estava realmente curiosa pra saber onde essa história ia parar. Gostei bastante desse livro. Muitas aluninhas disseram que esse é o mais fraco. Deve ser porque Edward vai embora e fica a maior parte do livro sem aparecer! Hehehehehehe! Ainda assim gostei do livro. Eu preciso confessar que o Jacob me encanta mais que o Edward e, que torci muito pra Bella ficar com ele! Hehehehehe





Ok, pra resumir mais uma vez a história, assim que acabei “Lua Nova” emendei em “Eclipse” e, depois em “Amanhecer”. De modo geral gostei da história de Stephanie Meyer. Consegui entender o motivo por tanto escândalo por parte das adolescentes. Ainda continuo achando uma literatura fraca e com defeitos. Acho, por exemplo, que a saga de Harry Potter é bem melhor, bem mais bem escrita e bem mais bem amarrada (apesar de também ter defeitos).
Acho que o personagem Bella, uma menina tão comum, fez com que de cara as adolescentes se identificassem. O fato de Edward ser lindo, inteligente, rico, romântico e amar a Bella, fez com que as meninas suspirassem por ele. Mas, por exemplo, algumas meninas me disseram que ele é perfeito. Não é não! Está longe de ser perfeito. Primeiro porque ele é um vampiro, e por mais que isso seja interessante, não o torna perfeito. Ele é machista!!! Sim, muito machista! E me irritava, às vezes, as atitudes de Bella, que o obedecia.
Também tem algumas coisas meio estranhas. Por exemplo, porque a Meyer não colocou Carlisle tendo uns 35, 40 anos??? Ele poderia ser gato (existem tantos homens maravilhosos que tem essa idade!) e ficaria muito mais plausível. No filme o ator até parece mais velho, mas no livro, ele aparenta ser mais jovem que eu. Ai fica complicado! Ele é tão lindo e tão jovem! Como as pessoas acreditam que ele tenha feito medicina??? E que seja um médico tão bom sendo, no máximo, um recém formado!?? Outra coisa... Como o Charlie, pai da Bella, nunca percebeu que Edward entrava quase todas as noites no quarto da filha?? Eles conversavam, às vezes até discutiam... Poxa, Charlie é um policial! Como nunca ouviu nada??!! O quarto livro tem alguns erros, inclusive. Não sei se são problemas da tradução ou se eles são da autora (eu li os livros em português e não os originais).
Acho que é super bacana se envolver com a saga, super bonitinho as meninas suspirarem pelo vampiro, mas acho importante que também haja uma reflexão sobre isso tudo. Bella é tão jovem pra saber que ele é o amor da sua vida! Sei que a maioria dos adolescentes acha que nunca mais vai amar ninguém, que o namoradinho de agora será pra sempre. Nós aprendemos tanto com o tempo, mudamos tanto... Não sei se a atitude dela é um bom exemplo! Ainda mais com a idade que ela tem! A vida ainda nem tinha começado! Ela nem tinha conhecido quase nada... Tá, pode ser que exista amor à primeira vista... (algo parecido, quem sabe, como tal imprinting), mas amor não é paixão, e eu me preocupo que alguns adolescentes possam agir sem pensar inspirados nesse romance. Amor é muito mais amizade, companheirismo que desejo (que vamos combinar, não falta naquela relação). O que faz um amor durar pra sempre são essas pequenas coisas. O Edward é machista e ainda tem tantos costumes do começo do século... Eu realmente acho que, se eles fossem humanos, a história deles não iria durar pra sempre.
Estou ansiosa pra assistir “Lua Nova” nos cinemas. Esses dias eu fui para a 25 de março e um rapaz tentou me vender um DVD pirata com o filme... Fiquei curiosa, mas não comprei. Se nem estreou no cinema, ainda, não deve ser o filme terminado. Não custa esperar um pouco (o tempo passa tão rápido!).
Ah, também quero comentar sobre o quarto livro (é spoiler!)
Fala sério o nome que a Bella dá pra filha deles!!! Afe!!! Parece coisa daquelas pessoas mais simples, que inventam nomes assim pros filhos juntando o nome do pai e da mãe, ou o nome dos avós... Afe! Horrível! Coitada da criança. O que mais me irritava era ela brigando com as pessoas que a chamavam de Nessie! Ainda bem que no fim ela também a chama assim! Ufa! Hehehehehehe
Sobre o lado bom, acho muito interessante toda a idéia de família, amor e amizade que os livros passam. Da importância dessas coisas. Da importância de aprender a lidar com o diferente, com o desconhecido. Também acho interessante em pensar na família de Carlisle e na maneira como eles vivem: sem sangue humano. E com eles aprendemos que vale a pena fazer sacrifícios para sermos bons. Aprendemos que podemos fazer diferença e que vale a pena.
Foi interessante ver o momento em que eles chamam os amigos para testemunhar sobre Rennesme para os Volturi. O quanto é possível lidar com a diferença e ainda assim conseguir trabalhar em equipe. Ainda assim lutar por um mesmo ideal.
Acho que a história poderia continuar. Poderíamos acompanhar o crescimento de Rennesme pelo menos até ela ficar de fato com Jacob (afe, outra vez esse negócio de não ter escolhas! Mas tudo bem... lendas são lendas! Hehehe).
Para quem gosta de vampiros e ainda não viu, é importante assistir “Dracula de Bran Stoker”, um filme incrível dirigido por Francis Ford Coppola. Com Gary Oldman (o Sirius Black! Hehehehe) , Winona Ryder, Anthony Hopkins e Keanu Reeves. Esse filme ganhou 3 Oscars e é o melhor, na minha opinião.
Também gosto muito de outros (menos Cult, mas que ainda assim gosto!)
“A Hora do Espanto”, um filme de 1985 (meio trash) que tem um vampiro gato que conquista as mulheres! Bem filme anos 80! Mas era um dos meus preferidos quando eu era adolescente.
“Entrevista com vampiro”, que tem Tom Cruise, Brad Pitt, Antonio Banderas, Stephen Rea, Christian Slater e Kirsten Dunst no elenco. Eu gosto desse filme – apesar de conhecer muita gente que fale mal. (Pelo menos tem muitos gatos! Esses sim vampiros lindos de morrer! Hahahahaha)
Também tem os livros de RPG! As histórias são incríveis. Em “Vampiro, a máscara” você quase acredita que eles existem de verdade. É muito bom!
Enfim... Nada contra s série Crepúsculo. Leiam mesmo!!!! Edward é lindo sim!!!! Mas... apreciem com moderação!

Beijos!