sábado, junho 07, 2008

ELISEU VISCONTI

Com a proclamação da República a Academia Imperial de Belas Artes chega ao fim. Em seu lugar é criada a Escola Nacional de Belas Artes, que obedecia praticamente aos mesmos moldes da AIBA, apenas com algumas diferenças burocráticas - mas permitia certos "avanços" da modernidade... Claro que com moderação!
Na virada do século acontece aqui no Brasil um período de transição entre o clássico e o moderno. Assim como na Europa, é pelo IMPRESSIONISMO que tal mudança acontece.
Nosso principal representante desse estilo é ELISEU VISCONTI.
MATERNIDADE-OST-200x166-1906-PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO


MOÇA NO TRIGAL-OST-65x80-1913-16-COLEÇÃO PARTICULAR

NINANDO NO JARDIM-OST-65x81-1916-MUSEU CASTRO MAIA


"Sou presentista. A arte não pode parar.
Modifica-se permanentemente.
Agrada agora o que antes era detestado.
Isto é evolução e não é possível fugir aos
seus efeitos. O homem não pára.
Vai sempre adiante.
Os futuristas, os cubistas são todos expressões
respeitáveis, artistas que tateiam, procurando
alguma coisa que ainda não alcançaram.
Eles agitam, sacodem, renovam.
São dignos, por conseguinte, de toda admiração".
Eliseu Visconti

sexta-feira, junho 06, 2008

ACADEMIA IMPERIAL DE BELAS ARTES

O imperador Dom Pedro II, quando assumiu o governo, procurou dar ao país um desenvolvimento cultural mais sólido, incentivando as letras, as ciências e as artes. Estas ganharam um impulso de tendência nitidamente conservadora, que refletiam modelos clássicos europeus.

O imperador foi um grande mecenas e, para incentivar os alunos-artistas, oferecia bolsas de estudos na Europa para aqueles que mais se destacassem.

ALGUNS DE SEUS ILUSTRES ALUNOS:

Vítor Meirelles

Foi um dos mais virtuosos alunos da AIBA e, mais tarde, se tornou um de seus mais ilustres professores.

Entre suas obras mais conhecidas estão: "A primeira missa no Brasil", de 1860 e "A batalha de Guararapes".




Pedro Américo

Um dos nossos mais conhecidos pintores acadêmicos, autor de obras importantíssimas como "O grito do Ipiranga" e "Tiradentes escartejado".
Pedro Américo também foi professor da AIBA mas, diferente de Meirelles, que se dedicava à aulas práricas, se dedicou ao ensino da História da Arte.


Almeida Junior

Uma das características mais marcantes de sua obra é o alto nível de realismo técnico - além do realismo temático em algumas obras.

São dele as famosas telas "Leitura", "Caipira picando fumo" e "saudade".







Apesar de serem acadêmicos, esses artistas foram influenciados pela literatura da época, principalmente pelo romantismo. Além da visão romantizada de cenas históricas, também percebemos a presença de temas nacionalistas e indianistas (que estavam muito presentes no romantismo brasileiro).
Este é o site do Museu Nacional de Belas Artes (que funciona na sede da antiga AIBA).
O prédio foi projetado pelo arquiteto Grandjeam de Montigny, da Missão Artística Francesa.

Missão Artística Francesa

Em 1808 afamília real chega ao Brasil fugida dos exércitos de Napoleão. Com isso, o Brasil passa a receber forte influência européia principalmente nas artes.
A Missão Artística Francesa chegou ao Brasil em 1816, chefiada por Joachin Lebreton. Dela faziam parte, entre outros artistas, Nicholas-Antoine Taunay, Jean-Baptiste Debret (pintores) e Grandjean de Montigny (arquiteto).

A principal tarefa dessa missão artística era organizar uma escola de arte acadêmica aqui no Brasil, além de trazer a arte clássica para cá, e produzir imagens do Brasil para o velho mundo ver.
Taunay (1755-1830)
•É considerado uma das figuras mais importantes da Missão Francesa.
•Pintou muitas paisagens brasileiras, principalmente do Rio de Janeiro.

(Morro de Santo Antonio, 1816)


Debret (1768-1848)

•É o artista da Missão Francesa mais conhecido pelos brasileiros. Seus trabalhos, que documentam a vida no Brasil durante o século XIX, são muito usados em livros escolares.